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Escrito por Emilio Miranda
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Sáb, 25 de Agosto de 2007 18:16 |
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Existe uma corrida por trás dos bastidores das grandes gravadoras. É conhecida no meio técnico por loudness war ou loudness war race...
Ela consiste simplesmente em abrir o volume de gravação no estúdio, saturando assim a trilha A guerra do loudness tem três vertentes, - No estúdio: abrir o volume de gravação saturando a trilha gravada, - Na estação FM: abrir o volume do sinal que está sendo enviado para transmissão - Na regravação de trilhas antigas (antes dos anos 80): usar ferramentas digitais para fazer oversample. O resultado é triste. Algumas vezes parece ruído de estática, ou então, o áudio ouvido em um receptor AM de uma estação de radio amador transmitindo em SSB. Outras vezes parece aqueles alto-falantes do tipo corneta muito usado em quermeses ou rádios comunitárias de cidade do interior do nordeste. As FMs ficam parecendo todas iguais, pois a normalização do canal de aúdio faz com que os timbres dos diversos instrumentos se homogeneizem. Observe a pintura abaixo de Rubens, David vencendo Golias.  O quadro da esquerda é original. No da direita foi aplicado uma distorção de matriz de convolução. É o efeito correpondente em imagens da saturação ou oversample do sinal de áudio. O quadro original não necessita da distorção para passar a tremenda carga dramática da cena. Tem um vídeo no Youtube que mostra magistralmente o efeito provocado pela guerra do loudness na percepção da trilha de áudio. E qual é a motivação disto tudo: a indústria fonográfica quer capturar a atenção do cliente. Como se a faixa de música fosse um comercial; da mesma maneira que ocorre na televisão: na hora dos comerciais ela satura o canal de aúdio. A guerra do loudness não parece atingir cd's de música clássica e de jazz. Ela foi acirrada pelo aparecimento da tecnologia Compact Disc nos 80. A banda de passagem do CD permite melhor oversample que os discos vinis antigos. Parece-me também que gravadoras independentes como a Magnatune, www.magnatune.com, não entram na disputa. O resultado de tudo é o lixo acústico que o próprio Bob Dylan, resumidamente, reclamou: "Ficou tudo com som de estática." |