Emilio Miranda

Página Pessoal

Tankless Water Heater PDF Imprimir E-mail
Escrito por Emilio Miranda   
Qui, 23 de Agosto de 2007 22:54
Eu fui um antigo usuário do sistema operacional OS/2 da IBM. Comprei-o em janeiro de 1995 e logo depois associei-me ao OS/2 Phoenix Society...

 

Aprendi muito com os gringos. Eu pagava uma pequena semestralidade e tinha direito a uma revista bimestral e acesso a um forum de discussão. Tinha até um argentino para "alegrar" o ambiente.

A discussão prosseguia  com temas associados à segurança de dados, truques para a Wokplaceshell, métodos de proteção do config.sys, enfim, estas coisas enfadonhas de computador.

Um dia um gringo saiu-me com esta história. Abre aspas,

"Pessoal, eu estou encucado desde ontem. Eu sei que o que eu vou pedir aqui não é assunto da lista. Mas, por aqui só tem fera. E resolvi arriscar. Ontem, pela manhã ao sair de casa, um vendedor abordou-me oferecendo um produto. Já fiquei meio desconfiado por que o  bicho tinha cara de cucaracha. O produto que ele estava oferecendo-me era um aquecedor de água. Estava com uma pequena caixa debaixo, na hora que quis tirar o objeto da caixa eu não deixei: fiquei com medo que fosse muamba ou uma bomba sei lá. O pior que o cara tinha um papo coerente. Ele disse que o treco poderia esquentar água para banho. Que bastava um disjuntor de 50A na instalação de 220V. Que o negócio era garantido, bastava aterrar  o aquecedor  que  não tinha perigo de choque. Depois que eu livrei-me dele, fiquei matutando e arranjei um nome para o treco: Tankless Water Heat - TWH. Eu estou morrendo de curiosidade. O meu boyle (aquecedor central)  é do tamanho do capô do meu Ford Town. Como é que um negócio que cabia no suvaco do mexicano poderia esquentar a água do banho?"

 
A comoção foi geral. O tráfego da lista aumentou drasticamente. As hipóteses iam e vinham e a discussão era acalorada. O argentino, inexplicavelmente, quieto. Até que a ficha caiu para um deles,

-Pessoal, eu conheci uma garota que esteve no México e disse-me que tomou banho numa ducha engraçada que esquentava água sozinha. Na época nem dei bola por que sabe como é mulher, né.

A coisa parecia verídica. Estava tomando ares de verdade. Aí outro arriscou, visivelmente embaraçado, como que preocupado com a sua reputação,

-Eu tomei banho no Chile com uma ducha destas. Mantive o segredo até hoje para evitar gozação. Tinha uma fiação elétrica que sai da ducha e entrava num ponto de tomada acima dela. Não vi disjuntor nenhum. Fiquei com medo danado de choque. Mas, foi tudo bem.

Quando vi que a coisa estava perdendo a graça, dei para os gringos a página das duchas corona. Arranjei até um nome para o dispositivo: electric shower. Parece pomposo. Mas, tudo em inglês parace mais tchan pros tupiniquim. E o argentino? Não deu um pio.  Este negócio de chuveiro  elétrico  é só  para  os cucaracha e macaquito. Em Buenos  Aires é tudo no gás.

 

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar