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Dois pontos chamaram-me a atenção depois da tragédia. O primeiro, é que o Brasil perdeu a capacidade de planejamento estratégico, por que todos os planos de expansão do sistema aeroportuário paulista foram negligenciados. O segundo, foi a falta de foco do setor público. Foco no interesse da sociedade. As empresas aéreas poderiam querer aumentar de maneira irresponsável o tráfego em Congonhas. Caberia ao setor público barrar esta pretensão. Mas, ele não tem força. Ou por estar diluído em várias instâncias. Ou por estar permeável, por conta da intrusão política em seus quadros. De qualquer forma, não há solução a vista. Só remendos. O Lula não tem disposição para a tarefa. A disposição dele está dirigida a outro ponto: a continuidade no poder. Dele propriamente ou da tropa que o segue.
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